Read the book: «Tratado das Cores»
Diogo de Carvalho e Sampaio
Tratado das Cores
Que consta de tres partes: analytica, synthetica, hermeneutica

Publicado pela Editora Good Press, 2022
EAN 4064066410261
Índice de conteúdo
ANALYTICA, SYNTHETICA, HERMENEUTICA
PREFACÇAÕ
ARGUMENTO DA INTRODUCÇAÕ.
ARGUMENTO DA PRIMEIRA PARTE, que contem a analysis das cores.
ARGUMENTO DA SEGUNDA PARTE, que comtem a Synthesis das Cores.
SECÇAÕ PRIMEIRA.
SECÇAÕ SEGUNDA.
ARGUMENTO DA TERCEIRA PARTE, E esta Hermeneutica.
EXPLICAÇAÕ de Algumas palavras de origem Grega, que se achaõ neste Tratado.
INTRODUCÇAÕ.
PARTE PRIMEIRA, QUE CONTEM A ANALYSIS DAS CORES.
PRIMEIRO PRINCIPIO.
SEGUNDO PRINCIPIO.
TERCEIRO PRINCIPIO.
QUARTO PRINCIPIO.
QUINTO PRINCIPIO
PARTE SEGUNDA, QUE CONTEM A SYNTHESIS DAS CORES.
SECÇAÕ PRIMEIRA, QUE CONTEM A SYNTHESIS NATURAL DAS CORES.
SEXTO PRINCIPIO.
SEPTIMO PRINCIPIO.
OITAVO PRINCIPIO.
NONO PRINCIPIO.
SECÇAÕ SEGUNDA, QUE CONTEM A SYNTHESIS ARTIFICIAL DAS CORES.
TRATADO DAS CORES.
PARTE TERCEIRA, E ESTA HERMENEUTICA.
VOCABULARIO DAS CORES.
INTRODUCÇAÕ
VOCABULARIO DAS CORES,
A
B
C
E
F
G
L
M
N
O
P
S
T
V
Da Luz.
Dos Corpos.
Da Luz, e dos Corpos, considerados juntamente.
Dos Prismas, e das Prismaticas experiencias.
Experiencias do Prisma, feitas sobre hum Ponto lucido, circundádo de hum ambiente escuro.
Experiencias do Prisma, feitas sobre hum Ponto escuro, circundado de hum ambiente lucido.
Outras Experiencias do Prisma.
Principios, que resultaõ das experiencias Prismaticas.
Phenomenos das Cores, explicados pelos Principios, que resultaõ das experiencias do Prisma.
Succinta comparação das Proposiçoens de Newton, com os Principios, que presenta este Tratado.
CORRECÇOENS.
QUE CONSTA DE TRES PARTES
ANALYTICA, SYNTHETICA,
HERMENEUTICA:
Índice de conteúdo
OFFERECIDO
Aos Amadores das Sciencias Naturaes, e a os
Dilectantes, e Artistas, que começaõ
a occupar-se em todo o genero
de Trabalho Colorido:
POR
DIOGO DE CARVALHO E SAMPAYO,
CAVALHEIRO DA ORDEM DE MALTA.
MALTA
Na Officina Typographica de S. A. E.
Impressor Fr. Joaõ Mallìa
MCCLXXXVII.
Com licença dos Superiores.
—Hujus enim ignorantia quam plurimos, labore non exiguo, sed inani tamen, exercuit—NEWT. Opt. par. secund. Sect. prima.
PREFACÇAÕ
Índice de conteúdo
Este breve Tratado naõ he outra cousa mais, que huma clara exposiçaõ das minhas ideas, a respeito das Cores, na mesma ordem, com que ellas se me presentáraõ. Illuminando alguns planos, me apercebi dos diversos effeitos, que resultavaõ da mixtura de differentes Cores. Fiz experiencias mais methodicas, e me pareceo, que sobre os seus resultados, se poderiaõ estabelecer alguns Principios. Estes Principios, nascidos da experiencia, os achei conformes ás analogias da Natureza; e assim os tive por verdadeiros.
No fazer as mencionadas experiencias vi, que com pouquissimas Cores, se poderiaõ formar todas as precisas, para imitar a Natureza. Ordenei algumas Taboas, que logo me servíraõ para os meus curiosos intertenimentos, os quaes por este methodo, me ficáraõ muito mais faceis.
Terei a mayor satisfaçaõ de que os verdadeiros Amadores das Sciencias Naturaes achem as minhas hypothesis bem fundadas: e espero que em huma sciencia puramente natural naõ exigiráõ demonstraçoens geometricas, contentando-se da experiencia, e de bem fundadas analogias, que saõ a verdadeira prova desta sorte de Conhecimentos.
Os Dilectantes, e Artistas que começaõ a occupar-se em todo o genero de trabalho colorido, acharaõ o modo de formar, com poucos elementos, huma infinidade de Cores, que jamais seraõ repugnantes, e que sempre se concervaraõ, quanto ao brilhante, na mesma proporçaõ, com que se empregáraõ, sem que humas fiquem permanentes, e as outras sujeitas ás alteraçoens do tempo.
Se deste breve Tratado resultar alguma luz á quella parte da Phisica, que se versa sobre as Cores; e se elle puder contribuir para guiar o trabalho dos Dilectantes, e Artistas que começaõ a occuparse da sua combinaçaõ: eu darei por bem empregados os poucos dias que passei em compollo; e a nimguem pezará de ter sacrificado os poucos momentos, que saõ necessarios para o ler.
ARGUMENTO DA INTRODUCÇAÕ.
Índice de conteúdo
Primarias, e secundarias qualidades dos corpos §§ 1, 2.
Todas as producçoens da Natureza saõ effeitos da mera combinaçaõ de principios mais simplez § 3.
A verdadeira natureza dos corpos, isto he dos seus primitivos principios, he absolutamente desconhecida § 4.
Igualmente he desconhecida a natureza das suas secundarias qualidades § 5.
Opiniaõ de Aristoteles sobre as Cores § 7.
—Dos Cartesianos § 8.
—De Newton § 9.
Divisaõ do presente Tratado § 10.
Explicaçaõ das Taboas § 13.
ARGUMENTO DA PRIMEIRA PARTE,
que contem a analysis das cores.
Índice de conteúdo
O magestoso espectaculo do Universo, entre huma infinita variedade de Cores, nos presenta seis mais claras, e distinctas: e quaes sejaõ estas Cores § 14.
Modo de as preparar para fazer as experiencias, e para se servir dellas §§ 15, 16.
A Cor Negra provem da mixtura das Cores primitivas, e das que immediatamente dellas se derivaõ § 17.
A Cor Branca nasce da extrema divisaõ das mesmas Cores § 19.
O Negro he huma cor positiva § 20.
O Branco he igualmente huma Cor positiva § 21.
O Vermelho, e Verde saõ as duas Cores primitivas § 24.
A Cor Azul naõ he primitiva, mas sim derivada do Vermelho § 28.
A Cor Amarella naõ he primitiva, mas sim derivada do Verde § 30.
ARGUMENTO DA SEGUNDA PARTE,
que comtem a Synthesis das Cores.
Índice de conteúdo
SECÇAÕ PRIMEIRA.
Índice de conteúdo
Para recebermos a sensaçaõ das Cores, he necessario, que concorraõ trez cousas, a luz, os corpos illuminados, e o orgaõ sensorio § 35.
O orgaõ sensorio da vista nada contribue para a formaçaõ das Cores § 37.
A formaçaõ das Cores naõ depende só da diversa contextura dos corpos § 40.
As Cores primitivas, e as que dellas se derivaõ, dependem para se manifestarem, e da luz, e da contextura dos corpos § 43.
Analogia das Cores originarias com o fogo electrico § 44.
A Luz, pelo reflexo, transmite a imagem dos corpos; e pelo reflexo, e refracçaõ, os faz ver de differentes Cores § 47.
As duas Cores primitivas se manifestaõ pela descomposiçaõ, que a luz padece, urtando os corpos naturaes § 48.
A diversidade das Cores resulta da differente combinaçaõ das duas primitivas, e das que immediatamente dellas se derivaõ, nascida das diversas refracçoens, comque a luz se modifica, urtando a superficie dos corpos § 48.
Os phenomenos do Prisma saõ os mesmos que os do Iris § 49.
SECÇAÕ SEGUNDA.
Índice de conteúdo
A Natureza, para colorir todo o Universo, se servio unicamente de duas Cores; mas a Arte para imitar as suas admiraveis obras, necessita de se servir de seis § 51.
Para mudar as Cores, se devem mudar as superficies § 52.
Modo de formar toda a sorte de Cores § 55.
ARGUMENTO DA TERCEIRA PARTE,
E esta Hermeneutica.
Índice de conteúdo
Divisaõ de todas as Cores § 68.
Vocabulario das Cores, que contem a explicaçaõ das Cores mais conhecidas, segundo os principios deste Tratado; indicando ao mesmo tempo a similhança, que ellas tem com as Cores das Taboas A, B, C, D, ou com as seis Cores genericas da Tab. XIV. n. 1. 2. 3. 4. 5. 6.
Notas, e Illustraçoens.
Índice de conteúdo
EXPLICAÇAÕ
de
Algumas palavras de origem Grega, que se achaõ neste Tratado.
Índice de conteúdo
Analysis palavra Grega Αναλυσις, que significa resoluçaõ, ou descomposiçaõ de alguma cousa para achar os seus elementos.
Synthesis Συνθεσις, composiçaõ.
Hermeneutica de Ερμηνευω interpretar, explicar.
Analogia Αναλογια, proporçaõ, rasaõ similhante.
Physica de Φυσις, a natureza.
Phenomeno de Φαινομαι, apparecer, manifestar-se. Phenomeno quer dizer cousa, que apparece, e se faz visivel.
Theoria Θεωρια, contemplaçaõ, meditaçaõ de cousas superiores, e de difficil comprehençaõ. Collecçaõ de principios, que formaõ o tratado de qualquer Disciplina. Esta palavra vem do verbo Θεωρεω, que significa considerar, contemplar.
Hypothesis Υποθεσις, supposiçaõ, opiniaõ; condiçaõ com que se discorre.
Homogeneo de Ομογενης, do mesmo genero, e qualidade.
Heterogeneo de Ετερογενης, de diverso genero.
Problema Προβλημα, proposiçaõ, questaõ, duvida.
Atmosphera de Ατμος, vapor, e de σφαιρα esphera; quer diser huma esphera de vapores.
TRATADO DAS CORES.
Índice de conteúdo
INTRODUCÇAÕ.
Índice de conteúdo
Todos os corpos naturaes, de que se compoem o Globo da Terra, e que lhe estaõ inherentes, alem das primarias qualidades, que constituem a sua essencia, e os fazem uteis, saõ dotados de outras qualidades secundarias, que prehenchendo tambem este mesmo fim, os fazem ao mesmo tempo agradaveis[1].
§ 2. As primarias qualidades dos corpos saõ a figura, a grandeza, a contextura das suas partes constituentes, e outras. As secundarias porem consistem no som, no gosto, no cheiro, na Cor &c. Aquellas chamaõ-se primarias, porque dellas se compoem a essencia de todos os corpos: estas se dizem secundarias, porque saõ accidentes separaveis dos mesmos corpos[2]. Mas, de todas estas qualidades, eu naõ fallarei que da differente organizaçaõ ou contextura dos corpos, e da sua Cor; por serem as outras alheas do prezente assumpto.
§ 3. Todas as producçoens da Natureza, que fazem o objecto da contemplaçõ do homem, saõ hum puro effeito da mera combinaçaõ de principios simplicissimos, que a mesma Natureza, por meyo de huma serie de concatenadas operaçoens, variou ao infinito. Para achar estes principios, o processo mais natural seria huma exacta, e rigorosa analysis. Mas he bastante este methodo, para descobrir os originarios, e primitivos principios?—Parece que naõ he bastante; mas he sem duvida hum caminho seguro, para fazer maravilhozas descobertas, e para levar, de hum certo modo, as Sciencias, e Artes a sua perfeiçaõ.
§ 4. A analysis de todos os corpos, que compoem o imperio da Natureza, os reduz todos a quatro elementos; e he quanto basta, para ser de summa utilidade á especie humana. Mas segue-se por isso, que estes quatro elementos sejaõ os primeiros, e simplez principios dos corpos organizados?—Póde ser que o Ar naõ seja que hum fogo condensado; e que a Agoa seja muito bem hum ar mais denso. A Terra he, sem duvida, hum composto de agoa crystallizada, que forma a parte vitrea; e de despojos de corpos organisados, que formaõ a parte acida, e alkalina: de cuja reciproca mixtura resulta todo o reino mineral[3]. Mas aquelle fogo, onde vai terminar esta analysis, he elle composto de partes homogeneas, ou as suas constituentes partes saõ ellas de differente natureza?—Questoens deste genero naõ saõ da repartiçaõ do homem: ellas dependem de principios desconhecidos, e taõ distantes dos limites dos nossos conhecimentos, que o occupar-se dellas, seria perder inutilmente o tempo.
§ 5. A inevitavel difficuldade, que se encontra, em descobrir a natureza dos primitivos principios dos corpos, he tambem commum aos seus accidentes, ou sejaõ secundarias qualidades. A observaçaõ dos homens mais reflexivos tem descoberto na Natureza dous sons, hum dos quaes he extremamente grave, e o outro nimiamente agudo: de cuja replica e combinaçaõ nascem os sons elementares de todas as linguas; e se compoem toda a sorte de canto, e armonia. Mas conheceraõ os antigos, e modernos cultivadores da Musica a natureza destes sons, ou podéraõ jamais sujeitallos a huma exacta proporçaõ, ou arithemetica, ou geometrica?—Naõ chegáraõ ja mais a este ponto: e as escholas de Pitagoras, e Aristoxenes[4] naõ faraõ eternamente outra cousa mais, que disputar sobre a preferencia da theoria ou da pratica, sem passar alem da mera observaçaõ de poucos phenomenos, donde se tem deduzido os principios, que formaõ a arte musical.
§ 6. Se isto succede a respeito dos sons, naõ he mais intelligivel a natureza da outra secundaria qualidade dos corpos, que consiste na admiravel variedade das Cores. Os Philosophos de todos os tempos, os Historiadores Naturaes, os Poetas, e os Artistas, se tem reflexiva, e attentamente occupado deste interessantissimo objecto; ja para explicar a natureza das Cores, e classificallas na sua ordem natural; ja para se servir dellas, com mayor vantagem, na pratica dos trabalhos coloridos: sem que athegora, de tantas indagaçoens reunidas, tenha resultado huma theoria fundada, que possa satisfazer o espirito do Philosopho, ou servir de guia ao Artista: e em lugar de explicar o admiravel systema da Natureza, naõ fizeraõ outra cousa mais que confundillo, e perturballo; servindo-se de theorias complicadas para explicar phenomenos simplez, donde naõ podiaõ nascer que confusissimos resultados.
§ 7. Aristoteles affirmou: Que as Cores eraõ propriedades ou qualidades dos corpos, e que existiaõ nelles sem dependencia da luz. Esta sua opiniaõ naõ a provou de forma alguma; nem o podia fazer, achando-se ella contraria a todas as experiencias[5].
§ 8. Os Cartesianos diziaõ: Que naõ havia Cores primitivas, attribuindo todas as Cores só ás differentes modificaçoens, que a luz recebe pelo reflexo, e pela refracçaõ; sem se lembrarem do famozo principio do Poeta Epicureo: Que do nada naõ póde resultar cousa alguma; e que assim, se nem os corpos, nem a luz tem Cor, por mais combinaçoens que se façaõ, naõ pode dellas resultar Cor alguma[6].
§ 9. Os Philosophos naturaes seguiaõ ou huma ou outra destas duas opinioens, quando o immortal Newton publicou a segunda parte da sua Optica, com hum novo systema sobre as Cores. O Peripateticismo, e a mal fundada hypothesis de Cartesio cederaõ immediatamente ao brilhante systema de Newton, que foi logo abraçado de muitos; e que, a pesar de grandes contradiçoens, passa de hum seculo, que he implicitamente seguido de todo o mundo. Se alguma cousa me fez vacillar sobre a concludencia dos Principios, em que se estabelece este Tratado, foi o ver que alguns delles se oppunhaõ a parte das sinco Proposiçoens, em que Newton fundou a sua doutrina sobres as Cores. Mas as repetidas experiencias, as exactas observaçoens, e as naturaes analogias em que se fundaõ estes Principios, me fizeraõ antepor a força da evidencia, talvez a mais plausivel de todas as opinioens. E sem aspirar ao proselytismo, farei, em lugar competente, huma succinta comparaçaõ das Proposiçoens de Newton com os mencionados Principios; ficando sempre a cadahum a inteira liberdade de seguir o que lhe parecer mais bem fundado[7].
§ 10. Sem deixar de ter a mayor consideraçaõ pela respeitavel memoria dos celebres Auctores de taõ diversas opinioens, eu puz de parte toda a preoccupaçaõ da auctoridade, e tomei somente a pura Natureza por guia do meu trabalho, no compor o presente Tratado. Elle naõ se versa sobre a intima natureza das Cores, a qual sempre nos sera desconhecida; mas sim sobre as suas sensiveis propriedades, em quanto estas podem ser de algum uso, ou nas Sciencias Naturaes, ou nos trabalhos coloridos. Analysando as principaes Cores, que nos offerece o variado, e maravilhozo quadro do Universo, naõ só achei as Cores originarias, e primitivas, que a Natureza combinou de mil modos differentes, para o colorir; mas tambem achei quaes saõ as Cores elementares, preparadas pela Natureza, ou pela Arte, das quaes se devem servir os Artistas nos seus trabalhos imitativos. A exposiçaõ do processo, que segui para achar estes resultados, constituirá a Parte Analytica.
§ 11. Combinando as Cores elementares[8] preparadas pela Natureza, ou pela Arte, achei todas as graduaçoens das Cores compostas, relativas a cadahuma dellas; e as classifiquei na ordem mais natural, e intelligivel. A exposiçaõ deste processo formará a Parte Synthetica; a qual por mayor clareza devidi em duas Secçoens. A primeira expora o modo, com que a Natureza, por meyo de huma combinaçaõ admiravel das duas Cores primitivas, formou todas as que vemos nos corpos naturaes. A segunda indicará o methodo com que, só com as duas Cores primitivas, e quatro outras que se derivaõ immediatamente dellas, se podem imitar todas as Cores naturaes.
§ 12. A parte Hermeneutica conterá hum pequeno Vocabulario com a explicaçaõ das Cores mais conhecidas, segundo os Principios deste Tratado.
§ 13. E finalmente as Taboas illuminadas, que se juntaõ, dilucidaraõ com as proprias Cores, a theoria que vou dar por escrito: e os seus usos, e applicaçoens se exporaõ nos respectivos lugares[9].